Seria no sábado
seguinte a partir das 19 horas. A lua cheia estaria em plena visibilidade. Um
momento muito esperado pela ordem. Osíris guardava uma grande expectativa pela
presença daquele colega tão reticente e descrente de tudo. Ele também ficara em
dúvida porque havia convidado alguém que mal conhecia, não conseguiu achar para
si mesmo uma explicação plausível, ainda mais envolvendo um grupo muito
fechado. A ignorância e preconceito generalizado da população em geral costuma
trazer desconfiança e hostilidade para eventos pouco entendidos. Quem sabe ele
estaria fazendo proselitismo? Pescando peixes para o cardume? Se convencendo do
próprio poder de convencimento?
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O sábado chegou com Sol pleno e
temperatura agradável. Os preparativos para a cerimônia já haviam começado na
quinta-feira com a limpeza e montagem das estruturas necessárias. Tudo estaria
pronto no momento certo. O rigor e a disciplina eram questões de honra naquele
grupo. Sempre eram recebidos novos membros, poucos, mas convictos após as
tarefas de iniciação e aprendizado. Osíris já era um membro antigo e muito
inteirado da estrutura e hierarquia estabelecida.
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Por volta das 18:30h os primeiros
participantes começaram a chegar, entre eles Osíris, muito ansioso pela
presença ou não de seu convidado. Cumprimentou a todos, circulou pelo ambiente
para se certificar que tudo estava em ordem. Um clima de muita paz e
congraçamento vestia aquela terra e aquelas árvores. Só estando lá, e sendo
receptivo, para perceber a energia que emanava do solo. A lua cheia alta no céu
era testemunha muda e impávida da celebração prestes a ser iniciada. Às 18:55
chega Oliveira. Ressabiado e deslocado, procurando por Osíris, seu ponto de
referência. Este logo o localiza e faz as honras da casa.
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S
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eja bem vindo à
Ordem. Eu lhe recebo em paz e de bom grado.

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